NOVO GRUPO
Anhanguera e Kroton: fusão cria gigante do ensino
Novo grupo tem como presidente do conselho de administração o professor Gabriel Mário Rodrigues, fundador da Anhembi Morumbi e investidor da Anhanguera
A fusão anunciada nesta segunda-feira (22) entre duas grandes empresas de ensino superior do país, Anhanguera e Kroton, vai criar um grupo gigante com valor de mercado de R$ 12 bilhões, faturamento anual de R$ 4,3 bilhões, 800 faculdades e 1 milhão de alunos.
A Kroton já era a maior empresa de ensino universitário do mundo em valor de mercado, à frente da chinesa New Oriental.
"Agora nosso valor será mais que o dobro do atribuído ao segundo colocado", disse o presidente da Kroton, Rodrigo Galindo, que vai comandar o novo grupo, tendo como presidente do conselho de administração Gabriel Mário Rodrigues, fundador da Anhembi Morumbi e investidor da Anhanguera.
A escolha de Galindo como principal executivo agradou ao mercado - as ações da Kroton subiram na segunda 8,37% e as da Anhanguera, 7,75%, também em razão dos ganhos de sinergia previstos na operação.
O perfil acionário do novo grupo, cujo nome ainda não está definido, será formado por 57,48% de acionistas atuais da Kroton e 42,52% de sócios da Anhanguera.
Grupo gigante de educação
Aos 80 anos de idade, Gabriel Mário Rodrigues foi um dos principais responsáveis pelo negócio. Ele é o maior cotista do Fundo de Educação para o Brasil, que detém 10,27% da Anhanguera.
Afastado dos negócios na universidade que criou, a Anhembi Morumbi, o professor Gabriel - como é conhecido - aceitou o convite para presidir o conselho de administração da Anhanguera, cargo no qual será efetivado no dia 30.
Antes mesmo da efetivação, a partir de conversas com o ex-ministro Walfrido dos Mares Guia, sócio da Kroton, a associação foi desenhada e concluída em apenas cinco dias. Quinze dias antes, apurou o Valor, a Anhanguera negociava uma fusão com outra companhia, a Estácio, por iniciativa desta.
No Cade, a associação vai passar por um pente-fino. O órgão vai verificar como se dá a competição entre os dois grupos, bairro por bairro. Até 2011, o Cade verificava a concorrência Estado por Estado.
Agora, os critérios passaram a ser mais rigorosos. O pedido de fusão só deverá ser enviado ao órgão em dez dias.
