TEMPO DE PREVENIR
Época de seca aumenta risco de contágio
No ano passado, quatro pessoas foram acometidas pelo hantavírus no DF, segundo dados do Ministério da Saúde
Com a chegada do período de seca, aumentam os riscos de contaminação pelo hantavírus.
De acordo com o balanço do Ministério da Saúde, no ano passado quatro pessoas contraíram a doença no Distrito Federal – dois casos foram registrados em junho e outros dois em julho.
Em todo País, cem casos foram confirmados, 54 deles entre maio e setembro.
Segundo informações da Secretaria de Saúde do DF, esta época proporciona maior risco de contaminação da doença devido à proliferação de roedores silvestres da espécie Bolomys lasiurus, responsáveis pela transmissão do hantavírus.
Isto se deve à falta de alimento que compõe a dieta natural destes animais e, com isso, a alternativa dos roedores é procurar comida nos ambientes urbanos.
A consequência é o aumento da quantidade de hospedeiros, que circulam à procura de restos de comida.
A hantavirose é transmitida por meio das fezes, urina e saliva dos roedores, e pode ser feita pelo ar.
Para prevenir a doença, a Subsecretaria de Vigilância à Saúde esclarece que é importante que trabalhadores que façam capinagem ou limpeza de terrenos utilizem máscaras, luvas e protejam os pés.
Além disso, é necessário procurar manter a residência arejada, caso haja mato nos arredores da casa, conservá-lo cortado e, sobretudo, não acumular lixo.
De acordo com a subsecretaria, a prevenção é fundamental, uma vez que não há vacina que combata a enfermidade.
Os principais sintomas da hantavirose são febre acima de 38 graus, dores musculares e dificuldade de respirar.
O balanço da secretaria aponta que a maior incidência de hantavirose no DF ocorreu em 2004, quando 30 casos e 15 mortes foram registrados.
