CASSAÇÃO DE MANDATO
Jaqueline Roriz quer “celeridade no andamento do processo”
Deputada e seu marido, Manoel Neto, foram filmados em 2006, quando ela era candidata a deputada distrital, recebendo dinheiro de Durval Barbosa, operador e delator do esquema de corrupção conhecido como "mensalão do DEM"
A deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) desistiu do recurso feito à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) contra o pedido de cassação aprovado pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar no começo de junho.
O pedido de desistência foi protocolado nesta quinta-feira (14) no colegiado. O processo segue agora para votação no Plenário da Câmara.
Após protocolar o pedido de desistência do recurso na CCJ, Jaqueline Roriz enviou uma carta ao presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), em que ela afirma ter interesse na "celeridade no andamento do processo".
Segundo a deputada, com a desistência ela busca evitar "novos e inevitáveis constrangimentos".
O deputado Vilson Covatti (PP-RS), designado relator na CCJ, já havia emitido parecer nesta quinta (14) sugerindo o fim do processo de cassação.
O argumento, apresentado desde o início da defesa da deputada, é de que as denúncias referem-se a fatos anteriores ao início do mandato na Câmara.
Jaqueline e seu marido, Manoel Neto, foram filmados em 2006, quando ela era candidata a deputada distrital, recebendo dinheiro de Durval Barbosa, operador e delator do esquema de corrupção conhecido como "mensalão do DEM".
A relatoria de Covatti na CCJ havia sido questionada pelo Psol, já que o deputado, que também integra o Conselho de Ética, já havia votado em favor de Jaqueline Roriz.
O parecer pela cassação de Jaqueline foi aprovado no Conselho de Ética por 11 votos favoráveis e 3 contrários, um de Covatti. O questionamento estava sendo analisado por Marco Maia.
Leia a íntegra da carta da deputada Jaqueline Roriz.
