MENSALÃO DO DEM
Após descartar renúncia imediata, Paulo Octávio pode deixar o DEM
O governador em exercício do Distrito Federal, Paulo Octávio (DEM) informou, na tarde desta quinta-feira (18), ao senador Agripino Maia (DEM/RN), líder do partido na Casa, que pedirá a desfiliação da legenda até segunda-feira (22).
De acordo com um assessor de Agripino, Octávio telefonou por volta das 15h30 desta quinta-feira para o senador, anunciando que iria renunciar ao cargo.
Às 17 horas, Octávio telefonou novamente para Agripino, que visita as suas bases eleitorais no Rio Grande do Norte, e informou que não renunciaria mais.
No mesmo telefonema, o governador assegurou ao senador que pedirá a desfiliação do partido até segunda-feira.
A cúpula do DEM havia marcado para terça-feira reunião para discutir o futuro de Paulo Octávio no partido.
Na ocasião, o senador Demóstenes Torres (GO) apresentaria o pedido de expulsão do governador em exercício.
No documento, o senador pediria a expulsão em razão da suposta participação de Paulo Octávio no esquema de pagamento de propinas que ficou conhecido como mensalão do DEM.
Em nota divulgada à imprensa nesta tarde, o DEM defendeu o afastamento de Paulo Octávio do governo do DF e afirmou que a decisão do governador de se manter no cargo, anunciada hoje, dificultará sua situação dentro do partido.
