Brasília, sexta-feira, 24 de agosto de 2012 - 13:31
PARALISAÇÃO
Polícia Civil do DF entra em greve; só casos graves serão atendidos
Fonte: Portal Alô
PCDF reivindica aumento de pelo menos 28% nas gratificações, além da ampliação de efetivo
Pelos próximos seis dias a Polícia Civil do Distrito Federal só atenderá ocorrências graves. A paralisação iniciada nesta quinta-feira (23) é considerada pelo Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF) como último recurso para mostrar insatisfação com o não cumprimento de uma proposta elaborada pelo governo, no ano passado.
Até o próximo dia 30 de agosto, apenas 30% do contingente policial deverá trabalhar nas delegacias do Distrito Federal.
Os departamentos de polícia ficarão com as portas abertas, mas só devem registrar ocorrências consideradas graves, como estupros, roubos com restrição de liberdade, popularmente conhecidos como sequestros relâmpagos, e crimes que envolvam homicídio, entre outros.
"Não havia mais saída. Outras categorias também optaram pelo mesmo movimento e também podemos cobrar o que é justo", comentou o vice-presidente do sindicato, Luciano Marinho.
A PCDF reivindica aumento de pelo menos 28% nas gratificações, ampliação de efetivo – considerado defasado, com apenas 5,2 mil policiais no DF –, nomeações de agentes penitenciários, planos de saúde subsidiado e reestruturação do plano de carreira.
De acordo com o Sinpol-DF, o contingente mínimo de agentes civis no DF deveria ser de pelo menos oito mil. O salário inicial da categoria é de R$ 5,9 mil, para escrivães, papiloscopistas, e agentes, incluindo penitenciários.
A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP/DF) informou, através de nota, que não participará das negociações. "O secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, não irá se furtar em receber representantes sindicais da categoria", manifestou-se.
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