Brasília, quarta-feira, 12 de dezembro de 2012 - 20:22
AUDIÊNCIA PÚBLICA
Contee defende trabalhadores contra interesses do setor privatista
Fonte: Com informações da Contee
Duas forças antagônicas se enfrentaram nesta terça-feira (11), em audiência pública da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, que discutiu o Projeto de Lei 4.372/2012, do Executivo, que cria o Instituto Nacional de Supervisão e Avaliação da Educação Superior (Insaes).
De um lado, os que representam os interesses do setor privatista e discordam da criação do órgão por temerem que a avaliação e supervisão dos cursos e instituições de ensino privado pelo Ministério da Educação (MEC) possa atrapalhar sua busca por lucros.
De outro, aqueles, entre os quais a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee), que lutam em prol da educação e da classe trabalhadora e sabem da necessidade, para a melhoria do ensino superior, de que o MEC fortaleça seu papel de zelar pela qualidade da educação.
“Cerca de 42% dos cursos e instituições possuem hoje avaliação menos do que 2”, alertou a coordenadora-geral da Contee, Madalena Guasco Peixoto. “A pouca qualidade leva à necessidade de maior presença e supervisão por parte do Estado.”
Pelo SAEP, estiveram presentes na audiência pública o presidente do Sindicato, Mário Lacerda, e os diretores Idenes de Jesus Sousa Cruz, e Merilene Rodrigues Pinheiro.
Alterações
Ainda na audiência, o relator do projeto na Comissão de Educação e Cultura, deputado Waldenor Pereira (PT-BA), apresentou relatório preliminar sobre a proposta, com algumas emendas. Diante das divergências e controvérsias abordadas, o parlamentar se comprometeu a estudar outras possibilidades de alterações.
Uma das mudanças já propostas por ele, entretanto, inclui a previsão de recurso da decisão do Insaes ao Conselho Nacional de Educação (CNE).
A questão já tinha sido levantada pela Contee, que frisou ser preciso “achar um ponto de equilíbrio nas atribuições do Conselho Nacional de Educação e da nova autarquia”, uma vez que, da forma como está exposto no texto original, “as atribuições atuais do Conselho Nacional são simplesmente retiradas”, disse Madalena Guasco.
Veja aqui os vídeos da audiência
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