Contra juros na lua, centrais protestam em Dia Nacional de Mobilização por Mais Empregos

Brasília-DF, quarta-feira, 2 de abril de 2025


Brasília, quinta-feira, 20 de março de 2025 - 16:41      |      Atualizado em: 21 de março de 2025 - 13:28

Contra juros na lua, centrais protestam em Dia Nacional de Mobilização por Mais Empregos

Entidades se concentraram em frente à sede do Banco Central, em São Paulo, em manifestação contra a alta da taxa Selic. Atos também ocorreram em Curitiba, Salvador, Brasília e Porto Alegre

Reprodução: CTB.

Na última terça-feira (18), mesmo dia que o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central se reuniu para decidir sobre a Selic, centrais sindicais protestaram com pedidos pela redução da Selic.

“Na nossa opinião, a taxa de juros alta acaba prejudicando o investimento na indústria e o consumo porque os preços sobem e isso acaba atingindo também a geração de emprego”, explicou João Carlos Gonçalves, Juruna, da Força Sindical, em entrevista à Agência Brasil.

A Selic é a taxa básica por meio da qual a atividade econômica é regulada no Brasil. Por meio desta, são definidos os juros nas contratações de crédito, empréstimo e financiamento, com reflexo no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Daí o impacto final no bolso das famílias.

A Selic, que estava em 13,25%, subiu em 1%, e agora está 14,25%.

Subida em ritmo acelerado
No mesmo ritmo, em 12 meses, o IPCA teve alta de 5,06%. Após a reunião que se iniciou na última terça-feira (18), o Copom elevou o percentual para 14,25% — até dezembro, o índice deve chegar a 15%.

Presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), Adilson Araújo, destaca que a política é prejudicial para a população, em particular para os segmentos mais pobres.

“A contrapartida disso [juros altos] é o sacrifício dos investimentos governamentais em saúde, educação, seguridade, ciência, tecnologia, habitação, saneamento, infraestrutura. O resultado, lógico e inevitável, é o avanço da concentração da renda e da polarização social”, escreveu Adilson em artigo.

Herança deixada pela Direita
Na quinta-feira (20), ao programa Bom dia, Ministro, da EBC (Empresa Brasil de Comunicação), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, explicou que as elevações são herança da política econômica do governo Bolsonaro (PL).

“Este aumento estava contratado pela última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do ano passado. Na última reunião de dezembro, sob a presidência do antigo presidente do Banco Central, que vou lembrar, foi nomeado pelo Bolsonaro e ficou dois anos além do mandato dele, se contratou, como dizem, três aumentos bastante pesados na Selic. Você não pode, na presidência do Banco Central, dar um cavalo de pau depois que assumiu. Isso é uma coisa muito delicada. O novo presidente, com os novos diretores têm uma herança a administrar mais ou menos como eu tive uma herança a administrar em relação ao Paulo Guedes”, criticou Haddad.









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