Brasília, quarta-feira, 26 de setembro de 2012 - 14:50
INCLUSÃO SOCIAL
Ipea: Brasil apresenta menor índice de desigualdade desde 1960
Fonte: Rádio Câmara
Presidente do Ipea ressalta que a meta do milênio é diminuir a pobreza à metade em 25 anos, mas, o Brasil alcançou este índice em apenas uma década
A desigualdade entre os brasileiros mais ricos e os mais pobres está diminuindo. Segundo o presidente Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcelo Neri, a diferença ainda é alta, mas hoje ela está em seu menor nível desde 1960, quando os dados estatísticos começaram a ser registrados.
Marcelo Neri analisou, nesta terça-feira (25), os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, que aponta queda na desigualdade: só nos últimos 12 meses, terminados em junho de 2012, a desigualdade caiu 3,2%, que é uma média muito forte. Segundo Neri, em outros países a situação é oposta.
"Rússia, China, Índia, todos os países europeus, com exceção de Bélgica e França. Nos Estados Unidos, a desigualde sobe há 30 anos pelo menos. Então, a desigualdade dentro dos países está subindo. Agora, não é à toa que ocuparam Wall Street, não é à toa que tentaram ocupar a City londrina. Por quê? Protesto contra a desigualdade", disse Neri.
E acrescentou: "Só que tem esse paradoxo: a desigualdade sobe, conforme a Unesco, em 2/3 dos países do mundo. No entanto, a desigualdade mundial está em queda frenética. Eu acho que, no futuro, os livros vão se referir a essa época como a época da grande queda da desigualdade."
Marcelo Neri, ressaltou ainda que a meta do milênio é diminuir a pobreza à metade em 25 anos, mas o Brasil alcançou este índice em apenas uma década.
De acordo com o Ipea, de 2003 a 2011, 23 milhões de pessoas saíram da pobreza, sendo que 3 milhões só entre 2009 e 2011. Marcelo Neri coloca a educação como força motriz desse processo de queda.
Líder do PT, o deputado Jilmar Tatto (SP) destacou que os investimentos no setor, a descentralização e o Fundeb foram ações do governo que ajudaram a fortalecer a educação no país. O deputado ressalta que o Congresso também pode contribuir, destinando mais recursos ao setor.
"Há um debate muito forte na Câmara e no Senado no sentido de nós aumentarmos o PIB para a educação, de 5% para 10%. Isso vai ao encontro da necessidade histórica do Brasil de investir para valer na educação, em ciência e tecnologia e o debate dos royalties vai permitir isso, a gente vincular grande parte dos recursos dos royalties para a educação."
Jilmar Tatto disse ainda que a diminuição da desigualdade também ocorre graças à aposta que o Brasil fez no desenvolvimento econômico, a partir dos programas sociais, como o Bolsa Família, a agricultura familiar e o Minha Casa Minha Vida.
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