Brasília, quinta-feira, 30 de setembro de 2010 - 16:34
GREVE
Paralisação dos bancários deve ficar mais forte nos próximos dias
Fonte: Agência Brasil
A greve dos bancários iniciada nesta quarta-feira (29) em 26 estados e no Distrito Federal deve ficar ainda mais forte nos próximos dias, disse nesta quinta-feira (30) o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), Carlos Cordeiro.
Segundo Cordeiro, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ainda não procurou a confederação para fazer uma proposta oficial sobre o aumento real.
De acordo com o sindicalista, a Fenaban "só falou até agora sobre o assunto por meio da imprensa e em nota divulgada na internet".
Em entrevista à Agência Brasil, Carlos Cordeiro disse que a alegação da representação dos bancos de que a categoria não quis negociar não é verdadeira.
"Ao contrário, durante 30 dias de discussões eles disseram que só iam dar reajuste com base no INPC [Índice Nacional de Preços ao Consumidor], que mede a inflação, e que foi de 4,29% nos últimos doze meses."
Ainda segundo ele, a Contraf enviou carta à Fenaban tentando oficializar uma negociação, mas não recebeu resposta.
Além do aumento real, os bancários reivindicam o fim do assédio moral no trabalho, mais segurança nos bancos e a valorização do piso da categoria.
Segundo Cordeiro, "a greve começou ontem mais forte que no ano passado e tende a se aprofundar". No fim do dia, a Contraf vai divulgar um balanço do movimento nacional.
A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) alega, no entanto, que os bancários "abandonaram a mesa de negociações apesar de terem ouvido que haveria reposição da inflação e negociação quanto ao aumento real".
A entidade informou que vai tomar "medidas legais cabíveis para garantir o acesso e o atendimento da população nas agências e postos bancários" e, em nota divulgada na internet, disse ter estranhado o fato de a greve começar às vésperas do pagamento de benefício a 27 milhões de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Em nota, a Fenaban informa que está disposta a fazer reposição salarial, mas que não aceita o índice de 11% reivindicado pela categoria.
Últimas notícias
Escala 6×1: a economia avança, quando direitos avançam
12/3 - 11:21 |
Por que 2026 será decidido no detalhe?
12/3 - 10:55 |
Câmara debate avanço da pejotização e alerta para riscos à Previdência e aos direitos trabalhistas
11/3 - 11:58 |
Redução da jornada avança, mas debate na CCJ expõe manobra para atrasar votação
11/3 - 11:37 |
Estudo do Trabalho indica que jornada de 40 horas é viável no Brasil
Notícias relacionadas
O Brasil real rejeita precarização: 56% querem voltar à CLT e empreendem por falta de opção
26/11 - 9:1 |
Mais de 95 milhões de trabalhadores contarão com 13º neste fim de ano
19/11 - 9:27 |
TST destrava dissídios e reconhece que sindicato pode acionar Justiça diante de recusa patronal em negociar
24/10 - 9:14 |
Sem sindicatos, até o ar teria dono
9/10 - 12:26 |
Câmara barra MP que taxava super-ricos, e Lula reage: “jogam contra o Brasil”

