Brasília, segunda-feira, 8 de junho de 2026 - 16:49
Reajuste garante recomposição da inflação e ganho real para trabalhadores das IES do DF
Correção salarial de até 5,77%, aumento no auxílio-alimentação e manutenção de direitos reforçam conquistas asseguradas pela Convenção Coletiva da categoria
Os trabalhadores das instituições de ensino superior do Distrito Federal terão os salários reajustados retroativamente a partir de 1º de maio de 2026.
Para quem recebe acima do piso da categoria, o reajuste será de 4,11%, índice que recompõe integralmente a inflação acumulada entre maio de 2025 e abril de 2026.
Os trabalhadores que recebem o piso salarial terão correção de 5,77%, percentual que, além de repor a inflação, garante ganho real de 1,66%.
A atualização dos salários preserva o poder de compra da categoria e resulta da negociação coletiva conduzida pelo SAEP com as instituições de ensino, por meio do Sindepes – o sindicato patronal.
Auxílio-alimentação maior
e direitos preservados
O auxílio-alimentação também será reajustado em, no mínimo, 4,11%, com vigência a partir de 1º de maio de 2026.
O novo valor mínimo para os trabalhadores das instituições de ensino superior passa a ser de R$ 36,23 por dia trabalhado, sem prejuízo de condições mais vantajosas eventualmente concedidas pelas instituições, por liberalidade patronal ou por meio de acordo coletivo.
Além dos reajustes econômicos, permanecem garantidos todos os direitos previstos na CCT (Convenção Coletiva de Trabalho) 2025-2027, entre esses auxílio-creche, bolsas de estudo para graduação e pós-graduação e demais cláusulas sociais que fortalecem a proteção econômica e social da categoria.
As conquistas reafirmam a importância da negociação coletiva como instrumento de valorização dos trabalhadores e de preservação de direitos.
Sindicato forte, direitos protegidos
Nenhuma das conquistas obtidas pela categoria surge espontaneamente. Reajustes salariais, ganho real, benefícios e cláusulas sociais são resultado da organização coletiva dos trabalhadores e da atuação permanente do SAEP às mesas de negociação e nos espaços de disputa política.
Enquanto os trabalhadores contam com a contribuição da base para sustentar a luta por direitos, o setor patronal dispõe de amplos recursos financeiros destinados à defesa de seus interesses econômicos, incluindo estruturas jurídicas, assessorias especializadas e entidades representativas orientadas à redução de custos trabalhistas e à precarização de direitos.
Por isso, a sindicalização e a Contribuição Assistencial Laboral são instrumentos fundamentais para garantir autonomia financeira, capacidade de mobilização e força política ao SAEP.
Quanto maior a participação dos trabalhadores, maior a capacidade de o SAEP enfrentar pressões patronais, defender conquistas históricas e avançar em novas reivindicações.
A experiência demonstra que direitos não são concessões: são resultados da organização, da unidade e da luta coletiva dos trabalhadores.
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