Brasília, segunda-feira, 28 de maio de 2018 - 11:25 | Atualizado em: 4 de junho de 2018 - 17:22
Movimento dos caminhoneiros escancara a crise brasileira
Por: Sônia Corrêa
O movimento que começou com as demandas dos grandes empresários do setor de transporte, ampliou-se para um movimento político, marcado pela crise imposta pelo ilegítimo Governo Temer que, através do golpe, insiste em impor uma agenda que não foi eleita pelo povo brasileiro. Leia mais.
O movimento dos caminhoneiros, iniciado no dia 21 de maio, a partir da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos – CNTA que, desde o ano passado vem apresentando suas reivindicações ao Governo Federal e, com a ausência de respostas, deflagrou a paralisação nacional.
O pleito central dos caminhoneiros é a redução dos impostos que incidem sobre o preço final do óleo diesel e o pagamento dos pedágios sobre eixos suspensos (quando o caminhão está com pouca carga).
O movimento que começou com as demandas dos grandes empresários do setor de transporte, ampliou-se para um movimento político, marcado pela crise imposta pelo ilegítimo Governo Temer que, através do golpe, insiste em impor uma agenda que não foi eleita pelo povo brasileiro e, portanto, não tem legitimidade nem condições políticas para interceder em favor do povo brasileiro.
O que fica nítido é que, mais uma vez, o povo paga a conta da crise econômica gerada pelo golpe de 2016. Os preços dos combustíveis que cresce de forma absurda é decorrente da política implementada pelo presidente da Petrobras, o tucano Pedro Parente – o mesmo Ministro do apagão de FHC – cujo objetivo final é a privatização da estatal.
A paralisação dos caminhoneiros que despertou a indignação do povo para as distorções dos preços dos combustíveis (diesel, gasolina, gás de cozinha), mas também deixa escancarada a grave crise que é fruto da política entreguista dos golpistas.
É preciso ser solidários com o movimento dos caminhoneiros, mas também é necessário debater a origem da crise e impedirmos a continuidade desse projeto de entrega do patrimônio dos brasileiros ao capital estrangeiro (Petrobras, Eletrobras, Correios, etc.), de retirada dos direitos trabalhistas, previdenciários e sociais.
O que o Brasil e os trabalhadores brasileiros precisam é de mais direitos, mais democracia e mais soberania. Em outubro, precisamos eleger o projeto que defenda essas bandeiras.
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