Brasília, quarta-feira, 14 de maio de 2014 - 13:36
ACORDO COLETIVO
Campanha Salarial: 1ª rodada de negociação da CCT do ensino superior
Próxima reunião deve acontecer ainda neste mês
A negociação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) do ensino superior foi iniciada na terça-feira (15). O SAEP e o Sindepes (sindicato patronal) estiveram reunidos, na sede deste último, para analisar e discutir a pauta de reivindicações elaborada pelo SAEP.
Para dinamizar as negociações e dar celeridade ao processo negocial, os dirigentes do SAEP e os auxiliares de educação aprovaram, em assembleia geral no mês de março, itens prioritários da pauta. "É uma forma de economizar tempo e garantir que os principais anseios da base serão discutidos. Mas não significa que as outras cláusulas não sejam importantes também", afirmou a diretora Merilene Pinheiro.
Ela reforçou que é preciso, e necessário, garantir melhores condições de trabalho para os auxiliares de educação. "Nossa categoria tem uma base que ganha salários muito baixos. Vamos olhar para esses trabalhadores. Além disso, as instituições que mais demitem são da área de educação. Por que se demite tanto?", indagou.
Dos itens analisados, foram discutidos: aumento do salário com ganho real para os auxiliares; criação de plano de cargos e salários em todas as instituições de ensino; pagamento do adicional de periculosidade aos vigilantes; e a remuneração extra em caso de trabalho aos domingos. "Eu vou ser direta, o SAEP veio para cá para garantir ganhos reais e para avançar", afirmou a diretora.
Apesar das discussões, ainda não foi possível chegar a algum acordo. Todos os itens serão novamente analisados na próxima rodada de negociação, que deve acontecer ainda em abril. De acordo com Merilene Pinheiro, é necessário amadurecimento das negociações com o sindicato patronal.
"Foi só a primeira reunião. Outras ainda virão. Estamos aqui para negociar com seriedade, de forma a garantir melhorias para a base e evitar retrocessos. Queremos uma categoria que se sinta reconhecida pelo seu labor", ressaltou a dirigente do SAEP.
Pauta de reivindicações
Conheça, abaixo, as principais reivindicações da campanha salarial deste ano:
• Reajuste salarial em 7,5%;
• Aumento salarial de 7,5%, a título de ganho real;
• Abono salarial no valor de 50% do salário do auxiliar;
• Piso salarial por função e salário mínimo de R$ 1.500, para jornada de 40 horas semanais;
• Plano de saúde, sem ônus e sem custo ao trabalhador;
• Auxílio creche de R$ 250;
• Redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salário;
• Plano de cargos e salário em todas as IES;
• Auxílio Educação, com bolsa integral estudos;
• Bolsa de estudo em outros estabelecimentos;
• Auxílio alimentação de R$ 20 diário;e
• Adicional de 30% para todos os auxiliares que trabalharem em situação de insalubridade e periculosidade, bem como CIPA.
Leia também:
- SAEP e estudantes se mobilizam na UCB;
- Vitória do SAEP: Vigilantes da Católica passam a receber por periculosidade;
- Campanha Salarial 2014: Assembleia Geral aprova pauta de reivindicações.
Para dinamizar as negociações e dar celeridade ao processo negocial, os dirigentes do SAEP e os auxiliares de educação aprovaram, em assembleia geral no mês de março, itens prioritários da pauta. "É uma forma de economizar tempo e garantir que os principais anseios da base serão discutidos. Mas não significa que as outras cláusulas não sejam importantes também", afirmou a diretora Merilene Pinheiro.
Ela reforçou que é preciso, e necessário, garantir melhores condições de trabalho para os auxiliares de educação. "Nossa categoria tem uma base que ganha salários muito baixos. Vamos olhar para esses trabalhadores. Além disso, as instituições que mais demitem são da área de educação. Por que se demite tanto?", indagou.
Dos itens analisados, foram discutidos: aumento do salário com ganho real para os auxiliares; criação de plano de cargos e salários em todas as instituições de ensino; pagamento do adicional de periculosidade aos vigilantes; e a remuneração extra em caso de trabalho aos domingos. "Eu vou ser direta, o SAEP veio para cá para garantir ganhos reais e para avançar", afirmou a diretora.
Apesar das discussões, ainda não foi possível chegar a algum acordo. Todos os itens serão novamente analisados na próxima rodada de negociação, que deve acontecer ainda em abril. De acordo com Merilene Pinheiro, é necessário amadurecimento das negociações com o sindicato patronal.
"Foi só a primeira reunião. Outras ainda virão. Estamos aqui para negociar com seriedade, de forma a garantir melhorias para a base e evitar retrocessos. Queremos uma categoria que se sinta reconhecida pelo seu labor", ressaltou a dirigente do SAEP.
Pauta de reivindicações
Conheça, abaixo, as principais reivindicações da campanha salarial deste ano:
• Reajuste salarial em 7,5%;
• Aumento salarial de 7,5%, a título de ganho real;
• Abono salarial no valor de 50% do salário do auxiliar;
• Piso salarial por função e salário mínimo de R$ 1.500, para jornada de 40 horas semanais;
• Plano de saúde, sem ônus e sem custo ao trabalhador;
• Auxílio creche de R$ 250;
• Redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salário;
• Plano de cargos e salário em todas as IES;
• Auxílio Educação, com bolsa integral estudos;
• Bolsa de estudo em outros estabelecimentos;
• Auxílio alimentação de R$ 20 diário;e
• Adicional de 30% para todos os auxiliares que trabalharem em situação de insalubridade e periculosidade, bem como CIPA.
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