Brasília, quinta-feira, 6 de novembro de 2014 - 16:36
FIM DA MISERIA
Número de pobres tem queda de 53% em dez anos, afirma Ipea
Fonte: Vermelho
Programas sociais como o Bolsa Família foram fundamentais para esse resultado
O número de pessoas pobres caiu de 30,35 milhões em 2012 para 28,69 milhões em 2013, segundo levantamento feito pelo Ipea, divulgado nesta quarta-feira (5), o que equivale a uma redução de 5,4% ou 1,6 milhão de pobres a menos. Comparando com 2003, ou seja, há dez anos, a pobreza regrediu 53%.
Para chegar a esses números, o Ipea utilizou como base de dados a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, a Pnad, do IBGE. Quanto ao número de miseráveis, o levantamento aponta que a crise econômica internacional freou o ritmo de queda que apresentava nos últimos dez anos e o número de miseráveis parou de cair pela primeira vez. De acordo com o Ipea, são 371 mil brasileiros a mais vivendo como na condição de miséria, uma elevação de 3,68% de 2012 para 2013.
Em 2013 havia 10.452.383 de pessoas em domicílios com renda per capita inferior à linha de extrema pobreza, ante 10.081.225 em 2012. Em 2002, segundo o mesmo banco de dados, as pessoas em extrema pobreza eram 23.862.280.
O Ipea considera a linha de extrema pobreza uma estimativa do valor de uma cesta de alimentos com o mínimo de calorias necessárias para suprir adequadamente uma pessoa, com base em recomendações da FAO e da OMS. São estimados diferentes valores para 24 regiões do país.
Ministérios discordam
O ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Marcelo Neri, afirmou que os números não refletem de forma precisa a realidade brasileira. “É um levantamento feito pelo Ipea, como existem várias linhas, não é uma linha oficial. Os dados das duas últimas Pnads são dados muito bons, eles mostram um avanço fantástico, um crescimento da renda per capita de 5,5%, real já descontada a inflação, já descontado o crescimento populacional, então é um dado muito bom”, declarou Neri.
O Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) também apontou diferenças quanto aos números apresentados pelo Ipea. Por meio de nota, o MDS afirma que a pobreza extrema não aumentou e que os dados revelam flutuações estatísticas. “Não é correto afirmar que a extrema pobreza aumentou. Qualquer análise que se faça sobre os microdados de 2013 revelará flutuações estatísticas dentro da margem de erro”, diz a nota.
Para o ministério, os dados da Pnad precisam ser analisados na “perspectiva das trajetórias das políticas públicas e seus impactos”. “A tendência observada é de queda tanto da pobreza como da extrema pobreza”, ressalta.
O ministério argumenta que todos os indicadores internacionais e nacionais demonstram essa tendência de queda. “Além disso, cabe registrar que alguns dados da Pnad 2013 estão sob avaliação técnica, pois não parecem consistentes com o perfil de extremamente pobres, como o nível educacional e o acesso a bens e serviços”, pontua.
De acordo com cálculos preliminares do MDS com base na Pnad, em 2013 a extrema pobreza do ponto de vista monetário alcançava 3,1% da população. Consideradas as várias dimensões da pobreza num indicador multidimensional, o percentual seria de 1,1% da população.
Para chegar a esses números, o Ipea utilizou como base de dados a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, a Pnad, do IBGE. Quanto ao número de miseráveis, o levantamento aponta que a crise econômica internacional freou o ritmo de queda que apresentava nos últimos dez anos e o número de miseráveis parou de cair pela primeira vez. De acordo com o Ipea, são 371 mil brasileiros a mais vivendo como na condição de miséria, uma elevação de 3,68% de 2012 para 2013.
Em 2013 havia 10.452.383 de pessoas em domicílios com renda per capita inferior à linha de extrema pobreza, ante 10.081.225 em 2012. Em 2002, segundo o mesmo banco de dados, as pessoas em extrema pobreza eram 23.862.280.
O Ipea considera a linha de extrema pobreza uma estimativa do valor de uma cesta de alimentos com o mínimo de calorias necessárias para suprir adequadamente uma pessoa, com base em recomendações da FAO e da OMS. São estimados diferentes valores para 24 regiões do país.
Ministérios discordam
O ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Marcelo Neri, afirmou que os números não refletem de forma precisa a realidade brasileira. “É um levantamento feito pelo Ipea, como existem várias linhas, não é uma linha oficial. Os dados das duas últimas Pnads são dados muito bons, eles mostram um avanço fantástico, um crescimento da renda per capita de 5,5%, real já descontada a inflação, já descontado o crescimento populacional, então é um dado muito bom”, declarou Neri.
O Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) também apontou diferenças quanto aos números apresentados pelo Ipea. Por meio de nota, o MDS afirma que a pobreza extrema não aumentou e que os dados revelam flutuações estatísticas. “Não é correto afirmar que a extrema pobreza aumentou. Qualquer análise que se faça sobre os microdados de 2013 revelará flutuações estatísticas dentro da margem de erro”, diz a nota.
Para o ministério, os dados da Pnad precisam ser analisados na “perspectiva das trajetórias das políticas públicas e seus impactos”. “A tendência observada é de queda tanto da pobreza como da extrema pobreza”, ressalta.
O ministério argumenta que todos os indicadores internacionais e nacionais demonstram essa tendência de queda. “Além disso, cabe registrar que alguns dados da Pnad 2013 estão sob avaliação técnica, pois não parecem consistentes com o perfil de extremamente pobres, como o nível educacional e o acesso a bens e serviços”, pontua.
De acordo com cálculos preliminares do MDS com base na Pnad, em 2013 a extrema pobreza do ponto de vista monetário alcançava 3,1% da população. Consideradas as várias dimensões da pobreza num indicador multidimensional, o percentual seria de 1,1% da população.
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