As teias e armadilhas por trás da prisão de Temer e Moreira Franco

Brasília-DF, quarta-feira, 19 de junho de 2019


Brasília, quinta-feira, 21 de março de 2019 - 14:5

As teias e armadilhas por trás da prisão de Temer e Moreira Franco


Por: Sônia Corrêa

Antes de sair comemorando a prisão de Temer e Moreira Franco que devem, sim, responder, serem julgados e pagarem pelos seus atos, é importante compreender a teia que envolvem tais prisões e os movimentos políticos que levaram a este fato. Leia mais:

Recentemente o Brasil tomou conhecimento de um “acordo” em que a Petrobrás depositou 2,5 bilhões de reais para a Fundação da Operação Lava Jato, numa tentativa de privatizar uma fatia do próprio Estado, que, conforme descreveu o conhecido colunista do mercado capitalista, Reinaldo Azevedo, na Folha de São Paulo, “deixou no chinelo privatistas mais fanáticos, o que me inclui”.

O tal “acordo bilionário” desencadeou reações no STF, que retirou da Lava Jato os inquéritos sobre a prática de caixa dois que, por sua vez, despertou a ira do procurador “Power Point”, Deltan Dallagnol, que passou a atacar o Supremo, aliado ao exército do submundo virtual, com ameaças políticas, físicas e difamações.
 
A batalha entre MPF e STF gera a abertura de inquérito na Suprema Corte, com apoio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), para apurar a origens da ofensiva, cujo objetivo é desestabilizar as instituições.

Ontem (20), assistimos o presidente da Câmara, Rodrigo Maia afirmar que o projeto de combate ao crime organizado, apresentado por Sérgio Moro é um “copia e cola” do projeto do ex-ministro da justiça de Temer, Alexandre de Moraes. Não bastasse, em resposta às provocações do atual Ministro da Justiça, Maia diz que o (ex) todo poderoso Sérgio Moro é um reles “funcionário de Bolsonaro”. 

No mesmo dia, o Ibope divulga pesquisa de popularidade, onde Bolsonaro atinge o recorde histórico de queda de 15 pontos percentuais no primeiros dois meses de governo.

Todos esses fatos se entrelaçam na política. A Lava Jato, desmoralizada pela publicização do “acordo bilionário” para a fundação dos procuradores de Curitiba precisa reagir. Eis que surge as prisões sem julgamento e sem condenação de Temer e Moreira Franco, que no país das coincidências, é o sogro de Rodrigo Maia.

O Brasil clama pela apuração das denúncias, pelo julgamento e cumprimento de pena de todos aqueles que fazem mau uso do poder e se locupletam através de atos de corrupção.  Mas, antes de sair comemorando prisões que desrespeitam os ritos judiciais com prisões seletivas e de interesses políticos (que não são os do povo trabalhador), é preciso ter cautela.

Há que se compreender os projetos políticos que estão em disputa. E isso inclui os projetos de poder dos procuradores da Lava Jato. Cabe lembrar que Sérgio Moro dizia que não queria cargo político e, na primeira oportunidade, correu para o colo de Bolsonaro. Bastidores também dão conta que Marcelo Bretas ambiciona ser prefeito do Rio de Janeiro.

Portanto, cautela e canja de galinha são indicadas nesta hora.









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