Brasília, sexta-feira, 3 de outubro de 2014 - 12:43
REPRESENTAÇÃO POLÍTICA
Pesquisa revela falta de apoio de partidos para mulheres na política
Fonte: Agência Senado
41% das mulheres entrevistas apontaram este como principal motivo
O número de mulheres em disputa por algum cargo nas eleições gerais deste ano é quase 50% maior do que no último pleito, em 2010. Apesar disso, sete de cada dez postulantes a uma vaga nas eleições deste ano são homens. A falta de apoio dos partidos políticos é o principal motivo que leva uma mulher a não se candidatar para um cargo político, conforme constatou Pesquisa do DataSenado divulgada na última quinta-feira (2).
As mulheres que apontaram esse motivo somam 41% dos entrevistados. As entrevistas com 1.091 pessoas, entre homens e mulheres de todo Brasil, de 16 anos ou mais, foram feitas por telefone entre os dias 12 de agosto e 3 de setembro deste ano. A falta de interesse por política aparece em segundo lugar (23%) e a dificuldade de concorrer com homens, em terceiro (19%), entre os motivos que restringem a participação da mulher na política.
Os dados do DataSenado revelam que não são os afazeres domésticos e as responsabilidades com a família que têm afastado as brasileiras das câmaras municipais, assembleias e do Congresso Nacional. Esses motivos são pouco citados, ficando com apenas 5% e 6% das respostas, respectivamente.
A pesquisa, intitulada “A Representação da Mulher na Política Brasileira” - a primeira do gênero realizada no país - revelou também que os brasileiros não decidem o voto baseado em gênero. Para 83% dos entrevistados, na hora de escolher alguém para votar, o sexo do candidato não faz diferença.
Para reforçar que não levam em conta o sexo, 79% alegam já ter votado em alguma mulher para ocupar um cargo político. A eleição em 2010 da presidente Dilma Rousseff contribuiu para influenciar os eleitores a votarem em mais mulheres conforme a pesquisa. Foi o que afirmaram 65% dos entrevistados.
Entre aqueles que consideram que o gênero é determinante nessa escolha (um total de 12% dos entrevistados) 49% disseram que preferem votar em mulheres; 38% em homens. O levantamento tem margem de erro de três pontos percentuais e confiabilidade de 95%. Isso significa dizer que se a pesquisa for repetida 100 vezes, em 95 delas os resultados estarão dentro da variação de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.
As mulheres que apontaram esse motivo somam 41% dos entrevistados. As entrevistas com 1.091 pessoas, entre homens e mulheres de todo Brasil, de 16 anos ou mais, foram feitas por telefone entre os dias 12 de agosto e 3 de setembro deste ano. A falta de interesse por política aparece em segundo lugar (23%) e a dificuldade de concorrer com homens, em terceiro (19%), entre os motivos que restringem a participação da mulher na política.
Os dados do DataSenado revelam que não são os afazeres domésticos e as responsabilidades com a família que têm afastado as brasileiras das câmaras municipais, assembleias e do Congresso Nacional. Esses motivos são pouco citados, ficando com apenas 5% e 6% das respostas, respectivamente.
A pesquisa, intitulada “A Representação da Mulher na Política Brasileira” - a primeira do gênero realizada no país - revelou também que os brasileiros não decidem o voto baseado em gênero. Para 83% dos entrevistados, na hora de escolher alguém para votar, o sexo do candidato não faz diferença.
Para reforçar que não levam em conta o sexo, 79% alegam já ter votado em alguma mulher para ocupar um cargo político. A eleição em 2010 da presidente Dilma Rousseff contribuiu para influenciar os eleitores a votarem em mais mulheres conforme a pesquisa. Foi o que afirmaram 65% dos entrevistados.
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