Brasília, segunda-feira, 23 de março de 2015 - 9:51
CENÁRIO POSITIVO
Dieese aponta avanços nas campanhas salariais de 2014
Fonte: Portal CTB
O Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) divulgou balanço das negociações salariais entre categorias e empresas ao longo de 2014.
O documento Balanço das Negociações e Reajustes Salariais de 2014 revela um cenário positivo e de ganhos para os trabalhadores de todo o país – no ano passado 97,6% destas negociações resultaram em aumentos reais no salário, levando-se em conta os índices do INPC-IBGE. Além disso, o percentual dos que não obtiveram nenhum reajuste segue em queda. De 6% em 2008, caiu para 2,6% em 2014.
O relatório do Dieese, apresentado no dia 19, retrata um cenário positivo paras as centrais sindicais, realidade que vem de encontro aos seus objetivos de agregar direitos e garantias aos trabalhadores brasileiros incentivando uma cultura de negociação e mobilização permanente focando em melhorias.
Na visão da CTB, o balanço funciona como uma ferramenta estratégica tanto para conhecer o histórico das campanhas passadas quanto para realizar uma projeção para o ano em curso.
De acordo com o executivo da CTB Eduardo Navarro, o relatório reforça que o movimento sindical está cumprindo seu papel na sociedade. “O balanço do Dieese reflete positivamente a luta travada na última década pela valorização do trabalho neste país. E também nos impulsiona a desenvolver com o mesmo afinco as campanhas salariais de 2015, neste momento em que a crise internacional também reflete na economia brasileira”, diz ele.
Entre os três setores econômicos analisados, o comércio obteve os melhores resultados em 2014, tanto no que se refere ao percentual de negociações com aumentos reais (98,2%), como à média de aumento real (1,47%). Nos três setores houve melhoras em relação ao ano anterior, o que é um dado positivo já que 2014 foi um período em que a economia demonstrou baixo crescimento com alta de inflação.
O relatório do Dieese destaca que o cenário era considerado por muitos analistas desfavorável para a negociação coletiva, na medida em que estimularia o empresariado a ser mais resistente diante das demandas dos trabalhadores. No entanto, os fatos desmentiram este prognóstico e o que se verificou foi que as negociações tiveram alta no número de aumentos reais, superando as conquistas de 2013 e dando sequência a uma longa série de resultados positivos para a classe trabalhadora.
Uma das explicações para isto, segundo o documento do Dieese, é o ambiente institucional positivo e estável que favoreceu efetivamente às relações sindicais, trabalhistas e empresariais a levarem a bons termos suas convenções coletivas por acordos salariais.
Últimas notícias
“Mudança já vem tarde”, diz Marinho, e Câmara abre debate histórico sobre fim da escala 6×1
7/5 - 10:57 |
Paim se despede com legado e luta, depois de 40 anos a serviço do trabalhador e da democracia
7/5 - 10:53 |
Pressão das ruas e nas redes avança e maioria quer enterrar escala 6×1
7/5 - 10:48 |
Entre a caricatura e a realidade: o lugar incômodo do Lula 3
7/5 - 10:33 |
Patrões no banco dos réus e TST desmascara coerção pró-Bolsonaro nas eleições de 2022
Notícias relacionadas
Na disputa pelo fim da escala 6x1, de um lado, dados; do outro, ilações
10/4 - 11:24 |
Sindicato não deve ser balcão: é trincheira e escola política dos trabalhadores
24/3 - 21:1 |
Salários avançam acima da inflação em 2026 e expõem fôlego das negociações coletivas
12/3 - 10:55 |
Câmara debate avanço da pejotização e alerta para riscos à Previdência e aos direitos trabalhistas
6/1 - 18:27 |
Isenção do IR pode render 14º salário de até R$ 4 mil para quem ganha R$ 5 mil mensais

