Brasília, segunda-feira, 12 de setembro de 2011 - 0:48
BANDA LARGA
Teles: pobre não precisa de internet rápida e rico pode pagar mais
Fonte: Hora do Povo, no Diap
Para as empresas de telefonia, que o MiniCom quer colocar no lugar da Telebrás para supostamente implantar o Plano Nacional de Banda Larga, a única alternativa é manter tudo como está
As teles [empresas de telefonia] insistem em continuar oferecendo banda "lerda" a preços extorsivos. Em recente seminário promovido pelo Sinditelebrasil, representantes ressaltaram que para entregar pelo menos 60% da velocidade contratada - e 80% depois de dois anos - aumentarão o preço da internet.
Atualmente, as teles entregam apenas 10%. E o mais gritante é que a proposta em audiência pública não fala daquilo que seria natural: a de que as teles deveriam ser obrigadas a entregar 100% dos serviços contratados e pagos pelos usuários.
"Estamos em uma situação em que, ou se quer massificar [o acesso] ou se quer qualidade. É uma experiência inédita no mundo, da qual seremos as cobaias, e os efeitos esperados são o aumento nos preços e a redução nos investimentos", afirmou Carlos Duprat, do Sinditelebrasil.
Ou seja, para as teles - que o MiniCom quer colocar no lugar da Telebrás para supostamente implantar o Plano Nacional de Banda Larga - a única alternativa é manter tudo como está.
Os representantes das teles apresentaram "estudos" da consultora norte-americana PriceWaterhouse Coopers e da britânica SamKnows, contratados para "demonstrar" que não existe no mundo garantia de percentuais mínimos de velocidade, mas sim "autorregulação" movida pela concorrência.
Só faltou explicar como pode existir concorrência em um cenário em que há cerca de 1,5 mil licenças de Serviço de Comunicação Multimídia (SCM) e 90% das ofertas de acesso à internet dominadas pela Telefónica, Net/Telmex, Oi e GVT.
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